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quarta-feira, 9 de abril de 2008

O antônimo de REAL

Na arte: surreal
Na física: virtual
Na internet: eletrônico
Na economia: cruzeiro
Na monarquia: plebeu
Na cosmologia: paralelo
Na matemática: imaginário
Na programação: inteiro
Na rede financeira: Itaú

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Proibido pra mim

Justiça achou meu argumento engraçado
Proibido pra mim, no way!
Disse que eu não podia jogar
Nem levou a sério o que falei

Eu vou fazer de tudo que eu puder
Eu vou roubar essa lan house pra mim
Vou poder jogar a qualquer hora
E ai de quem me impedir

Sem vocês
Como é que eu vou ser aprendiz?
Sem vocês
Como é que eu vou ser aprendiz?
de Guerra!

Eu me flagrei pensando em vocês:
CS, GTA, BOPE e EverQ
Em uma noite especialmente boa
Mas a justiça bloqueou meu lazer...

Eu vou fazer de tudo que eu puder
Eu vou roubar essa lan house pra mim
Vou poder jogar a qualquer hora
E ai de quem me impedir

Sem vocês
Como é que eu vou ser aprendiz?
Sem vocês
Como é que eu vou ser aprendiz?
de Guerra!

Notícia-musa: Counter-Strike e Everquest proibidos no Brasil

Música original: Proibida pra mim (Charlie Brown Jr.)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

"Setor elétrico vive de boatos"

Quando vi a manchete "Lula nega apagão e diz que setor elétrico vive de boatos", não consegui evitar certas interpretações.

Uma manchete alternativa seria: "Setor elétrico contribui para a economia de energia elétrica, vivendo só de boatos".

Ou ainda: Lula tranqüiliza o povo e garante que não haverá apagão. "Como o setor elétrico vive de boatos", afirma, "para suprir a demanada basta contratar fofoqueiros e especuladores, porque isso não está em falta".

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

O número para o qual discou não existe

Esta Operadora de Telefonia Informa:

O número para o qual você discou não existe.

Não está na lista telefônica, não faz parte do conjunto dos números reais, e não foi citado por nenhum matemático famoso.

Por favor, invente um outro número e tente novamente, mas desta vez invente um número que já existe.

Esta Operadora de Telefonia agradece a compreensão.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Um passeio em Júpiter

Às vezes eu tenho sonhos tão grandes, malucos e consistentes, que parecem verdadeiros contos surrealistas. Esta noite tive um desses.

Sonhei que pousei em Júpiter. Não sei como; quando percebi, já estava lá. Parece que havia alguém ou alguma coisa junto comigo, mas não consigo distinguir o que era. Poderia ser meu palmtop, um cãozinho, um amigo ou até a minha esposa. Ou a minha sombra.

Eu estava lá, com sol quente, sem nenhuma roupa especial, como se estivesse na Terra. Eu estava passeando na superfície sólida, lembrando-me que lera em algum lugar que a superfície deveria ser líquida. "Eles devem ter se enganado", pensei. Assim, passeando pela rua, resolvi entrar numa casa à esquerda. Entrei, fui até o quintal e entrei pelos fundos, na cozinha. Tudo era branco: a casa, a cozinha, as cadeiras, a mesa... e o que estava em cima dela também.

Sobre a mesa havia uma estrutura complexa que me chamou a atenção. Parecia uma cidade em miniatura, só que suspensa (sobre algumas colunas finas; não flutuante). Havia um elevador que levava da superfície da mesa da cozinha até a entrada da cidade. Deveria caber um bonequinho do Playmobil no elevador; talvez mais magro. Fiquei maravilhado! Eu estava vendo a primeira evidência de uma civilização alienígena, uma civilização de Júpiter!!!

É lógico que eu quis conhecer a cidade; então fiquei pequenininho e entrei no elevador. O elevador parecia uma rolha oca suspensa por um barbante e uma roldana. A gente puxava a corda do outro lado para subir, como elevadores de andaimes. Não havia eletricidade na cidade; eles não chegaram a esse ponto. "Os súditos da Rainha devem puxar essas cordas para ela", pensei, imaginando pequeninos escravos egípcios mascarados puxando o elevador.

Cheguei lá e fiquei observando aspectos de sua cultura. A cidade estava vazia, mas havia prateleiras com garrafas. O rótulo de cada garrafa parecia uma bandeira diferente. "Devem ser bandeiras de times de algum esporte que eles praticam por aqui", pensei. Exceto pelas garafas coloridas e seus rótulos, tudo permanecia branco.

Depois de olhar as garrafas e intentar caminhar para o centro da cidade, mais ensolarado (eu estava numa área coberta), tive impressão de ter reconhecido uma bandeira. "Mas aquela uma parecia a do Flamengo!", pensei comigo. Dei meia-volta e fui confirmar. Olhei as garrafas e vi: "Sim, esta é a do Flamengo!" (Não era a do Flamengo de verdade, mas no sonho era.) "Não são todas bandeiras conhecidas?", perguntei ao meu acompanhante, que confirmou a bandeira de alguns times. De repente estava reconhecendo vários. Encontrei até a do Corínthians (meu time) lá no meio.

Era a minha decepção. O que pensei ser uma civilização alienígena era apenas uma intervenção humana em Júpiter. Eu achava que os humanos ainda não haviam chegado em Júpiter, antes de mim. Então me dei conta de que a própria casa e a cozinha eram também construções humanas em Júpiter.

Então, no sonho, já fora da mini-cidade, mas ainda naquela casa branca de Júpiter, redigi este texto (este mesmo que você está lendo, até o parágrafo acima, apenas omitindo que era um sonho, pois eu não tinha como saber) para comentar com um amigo meu da física (o Fafers) que iria gostar da notícia. Redigi em um notebook preto, usando um programa Office aberto, e enviei por e-mail para ele. Depois começou a chegar gente. Amigos diversos, amigos de amigos, todos no quintal para fazer um churrasquinho. O Fafers também veio, e comentei com ele sobre o e-mail. Ele falou que não recebeu, e então abriu uma mini-valise onde ele carregava um palmtop, um celular e um pen-drive mp3; tirou o pen-drive, que estava sempre on-line, e checou seus e-mails, e confirmou que não recebeu. Então contei-lhe a história toda. Como imaginei, ele achou legal e engraçado. Mais tarde descobrimos que ele não recebera porque mandei-lhe para o e-mail que ele menos lê (na realidade, o que ele menos lê é outro).

Fiquei pensando com meus botões que seria muito melhor eu comprar um pen-drive do que continuar com o palmtop. Embora o visor do pen-drive fosse bem menor, estava sempre on-line e era ainda mais leve e mais fácil de carregar que o palm. Além de ser bem mais barato: só uns R$ 30,00 (isso eu li de verdade, neste outro blog). "Vale a pena investir nisso", pensei. E fiquei pensando no funcionamento de um pen-drive.

"Um mp3-player é um pen-drive com programa de mp3. Um pen-drive é como um mini-computador. Dá até pra formatar... e instalar o sistema operacional nele. Será que funciona com FORMAT /S?" (Para quem não conhece, é um comando do DOS que formata discos instalando o sistema operacional.)

Apenas para alguém do futuro que esteja lendo isto: no presente, pen-drives ainda não são mini-computadores; dá pra formatar, e até para instalar sistemas operacionais e dar boot no computador por ele, mas ele por si só não dá boot em si mesmo, não tem processador, e não está permanentemente conectado à internet.

Depois desse longo dia, eu e minha esposa estávamos preparando nosso quarto branco, naquela casa branca, para dormir. Então senti falta do meu palmtop e de algumas guloseimas que eu havia deixado no porta-malas do carro. Lá na Terra. "Já volto, meu amor."

Então eu estava na Terra, à noite (mesmo horário de Júpiter) com a chave do carro na mão, procurando o palmtop e meu carro. O sonho pulou a parte da viagem interplanetária.

O palmtop eu encontrei facilmente na esquina em que eu achava que o havia deixado. O carro eu não lembrava onde o pusera. Havia muitos carros estacionados na rua onde eu estava, e era muito mais fácil, para mim, acionar o alarme e ver qual carro apitava e piscava. O primeiro que respondeu ao meu alarme estava bem próximo, mas não era o meu carro. "Primeira vez que vejo um caso de outro alarme com a mesma freqüência", pensei. A busca estava difícil. Estava preocupado com o horário. "Não posso chegar tarde em Júpiter. Ainda tem o tempo da viagem de volta." Nessa hora tentei lembrar quanto tempo é de viagem, e achei estranho não me lembrar da viagem à Terra. Mas isso não importava; importava achar o carro. Pensei, até, aflito, se o carro estaria em Júpiter e eu tinha viajado à Terra à toa. "Não, eu não iria para Júpiter com esse carro, com o motor desse jeito" (o motor dele está realmente falhando e com potência reduzida). Então continuei minha busca, lembrei onde o deixei, o alarme ajudou, achei o carro (estava coberto por um véu, já que eu estaria fora da Terra por alguns dias), abri o porta-malas, peguei as guloseimas (umas rosquinhas, e talvez um chocotone) e voltei a Júpiter a tempo de dormir com minha esposa, levando o palmtop e as guloseimas.

Aí o sonho acabou. :-)

"Ele sempre faltou nos compromissos..."

Ontem sonhei que passei no velório de alguém famoso. No sonho esse alguém não me foi identificado, mas era como se eu o tivesse conhecido de vista. Talvez um político.

Pude notar que havia algumas pessoas na sala, velando, mas não havia o caixão com o corpo.

- Ué? Cadê ele? - perguntei.

Um ex-colega de trabalho meu, que também estava lá, me respondeu:

- Ih, ele não vem, não. Ele sempre faltou nos compromissos... Se não veio até esta hora, pode esquecer!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Conversando com o Windows 98

Abri o prompt e fui digitando...

C:\>inválido
Comando ou nome de arquivo inválido

C:\>md "pode me indicar o caminho do arquivo dos políticos justos?"
Nome de arquivo ou caminho inválido

C:\>cd está "faltando parâmetros" pra rodar
Excesso de parâmetros - faltando parâmetros

C:\>type "o windows deu fim"
Arquivo não encontrado - o windows deu fim

C:\>cd kolynos
Pasta inválida

C:\>rd "jogue o kolynos vazio no caminho da roça"
Caminho inválido, não é uma pasta
ou é uma pasta que não está vazia

domingo, 15 de abril de 2007

Vodafone

Aproveitando a conexão à internet durante a Fórmula 1, nesta corrida em que Felipe Massa venceu, resolvi matar uma antiga curiosidade. O que é essa tal de "Vodafone", que esbanja outdoors nas pistas? Se é uma marca internacional, por que não a vejo nas lojas brasileiras?

Primeiro, demorou para eu descobrir que não era "Ovodafone". O logotipo, um "abre-apóstrofo" dentro de um círculo, parece uma letra O precedendo a marca. A primeira coisa que me vinha à mente era Ovomaltine. Ou algum outro alimento a base de ovos...

Mas o final, "fone", era uma clara referência a som. Poderia ser uma marca de aparelhos de som, tal como Philips, Toshiba... Poderia ser uma concorrente minha! Aos poucos foi ficando claro que o logotipo não era a letra O.

Pois bem, hoje estou conectado à internet e procurei "Vodafone" no Google, levando-me ao óbvio www.vodafone.com. Sim, o logotipo confirmava: eu estava no lugar certo. O site trouxe um texto em português português, isto é, de Portugal, com a palavra "telemóveis", isto é, "celulares". Ah, é uma operadora de telefonia celular, descobri. "Visite a Vodafone no seu país", diz o site, e o Brasil está na lista. Uau, tem Vodafone no Brasil? Por que nunca ouvi falar? Deve ser nova. Vou comprar um celular da Vodafone só pra ser diferente, hehe. (Brincadeira!!!) Fui lá e cliquei em Brasil e... Tcha-naaaan!!!

No Brasil não a conhecemos como Vodafone. Mas já é uma velha conhecida nossa. Caí no site da Claro.

Isso, para mim, é um desperdício de propaganda. Um dos países mais fãs de Fórmula 1 deixa de comprar da Claro porque a empresa não investe em nenhum tipo de associação entre as duas marcas.

Se a operadora se chamasse "Vodafone" no Brasil, ou se estivesse escrito "Claro" nos outdoors da Fórmula 1, eu sentiria até um certo orgulho da empresa: "Puxa, senti firmeza nessa operadora".

Concordo que "Claro" soa bem melhor no Brasil do que "Vodafone". Nome comprido, esquisito e que lembra "vou dar fone". Se bem que isso poderia ser explorado numa boa jogada de marketing. Promoção Vodafone: no plano XXX você leva o celular de graça! Vodafone para mim, Vodafone pra você, Vodafone para ela... Vodafone pro Brasil inteiro! Mas as duas marcas estão dissociadas por aqui. Já seria suficiente um "Claro - uma empresa das Organizações Vodafone". Com a musiquinha do Tabajara de fundo. :)

sábado, 7 de abril de 2007

Nanorrobôs estão se reproduzindo na minha tomada telefônica

Olá!

Depois de investigar a origem de estranhos ruídos no telefone de casa, descobri que uma das tomadas estava encharcada com um líquido misterioso, inodoro, incolor, aparentemente corrosivo e oleoso, e que estava promovendo uma espécie de curto circuito entre os contatos.

Pensei que poderia ser um produto de limpeza, mas minha esposa garantiu que não tem nada a ver com isso. Pensamos, então, que poderia ter morrido algum inseto, sei lá.

Fato é que, após limpeza dos plugues e tomadas, a linha voltou ao normal e a qualidade da conexão de internet discada também.

No entanto, uma semana depois o negócio apareceu de novo, do nada.

Deve estar havendo alguma reação química envolvendo os contatos elétricos e a própria eletricidade telefônica, pois os contatos estão sendo corroídos à medida que o líquido aparece. Mas não dá pra saber quem é causa e quem é efeito.

Ou nanorobôs aparentemente líquidos vieram pela corrente telefônica e resolveram montar uma colônia na minha tomada. Como minha limpeza anterior (e nem a atual) não é uma verdadeira esterilização, os poucos (haha!) que restaram se reproduziram e inundaram minha tomada novamente.

Meleca na tomada telefônica

quarta-feira, 28 de março de 2007

Huahuahua...

Sempre surge um sorrisinho no canto de minha boca quando vejo isso em textos na internet. Imagino alguém dando essa risada pronunciada desse jeito (vogais em português e h em inglês), fazendo o movimento com a boca: "hua hua hua". Deve ser muito engraçado. Huahuahuahuahua...